E-fólio A
Resumo:
O desenvolvimento humano tem sido objecto de estudo em várias áreas da psicologia, sobretudo na área da Psicologia do Desenvolvimento. O seu estudo abarca um conjunto de factores, nomeadamente, psicológicos, sociais e culturais, cujo encadeamento permite observar a evolução do ser humano desde o momento da sua concepção até à morte.
É um processo evolutivo e faseado, deste modo, é importante ter em conta os diferentes estádios de desenvolvimento. Dao que a noção de estádio diz respeito à estrutura inerente a cada sujeito, deve-se ter em conta que, embora os estádios sejam padronizados, eles resultam da adaptação do sujeito ao meio, em resultado de um processo integrativo.
Assim, na base do estudo do desenvolvimento humano surgiu a discussão sobre qual dos factores será fulcral no seu processo, o meio ou a hereditariedade?
Arnold Gesell defendeu, a partir da década de 20 de século XX, que existe uma predeterminação genética, portanto, inata, responsável pelo desenvolvimento humano, e que as características do ser humano resultam de um processo fisiológico hereditário que se desenvolve após o seu nascimento - maturação. Aqui, a integração do sujeito com o meio é irrelevante. É o chamado conceito nature. Em posição contrária, surge a teoria behaviorista, que defende que são os factores do meio e da aprendizagem os elementos chave do desenvolvimento humano, desvalorizando consequentemente o factor hereditário - conceito nurture.
Em resultado de uma análise holística, surge a interacção dos factores hereditários e maturativos e dos factores contextuais e de aprendizagem. Piaget apresenta a corrente construtivista, por um lado, e Erikson a corrente psocossocial, por outro. Ambos sublinham a interacção da hereditariedade e do meio como pontos fundamentais nos seus estudos. Assim sendo, constata-se que o desenvolvimento humano resulta da interacção de factores inatos e adquiridos, como resultado de um processo construtivista, regido por factores biológicos, maturacionais, psicológicos, sociais, culturais e históricos.
De modo a organizar e sistematizar os conhecimentos adquiridos, surgem as teorias, dando corpo ao conjunto de conhecimentos observados por meio de um sistema aberto. São aqui destacadas as teorias: psicanalítica, behaviorista, cognitivista e humanista.
No que respeita às teorias psicanalíticas, estas dão especial ênfase ao desenvolvimento humano a partir de impulsos e motivações internas segundo estádios, e tem como responsável Sigmund Freud, que defende na sua perspectiva a evolução psicossexual do sujeito.
Quanto às teorias behavioristas, têm como base o conceito de «tábua rasa», preconizado por John Locke, que confere ao ambiente a responsabilidade dos comportamentos, pensamentos e sentimentos do ser humano.
É Jean Piaget quem revoluciona as concepções de inteligência e desenvolvimento do conhecimento, apostando na estrutura do conhecimento e respectiva prática interaccionista com o meio, assente numa perspectiva construtivista. Será a acepção entre o organismo e o meio, e o equilíbrio conseguido entre a assimilação de novos dados e a sua acomodação que condicionará o desenvolvimento progressivo do ser humano, evoluindo de um estádio mais elaborado e complexo, segundo princípios determinantes. Ainda segundo a teoria cognitivista, Vigotsky opõe-se a Piaget, salientando que será a sociedade a ter um papel preponderante na construção de formas culturalmente organizadas e na interacção social. Formula a Lei do Desenvolvimento Cultural e defende o conceito fulcral neste ponto de vista, denominado Zona de proximidade.
Por último, destacam-se as teorias humanista, com origem em meados do século XX, que têm como propósito fundamental o estudo da personalidade. A consciência será a base do desenvolvimento humano, cabendo ao sujeito tomar as decisões necessárias ao seu desenvolvimento. Segundo Abraham Maslow, existe uma hierarquia das necessidades e motivações humanas, que tem por base as necessidades fundamentais e como meta a auto-realização.
segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia mundial da poesia, 21 de Março
Poema para todos
Para quê chorar
Porque esperamos
Que outros venham consolar?
Para quê querer uma ilusão
Para apagar uma mentira?
O choro cansou o mundo
E a nós mesmo já causa tédio
E quando julgamos que o sorriso é choro
Ele é riso simplesmente
Porque já nem sabemos lamentar
Mas olha a tua volta
Abre bem os olhos
- Vês?
Aí está o mundo
Construamos.
Agostinho Neto
sexta-feira, 12 de março de 2010
Psicologia do Desenvolvimento
A psicologia do desenvolvimento, como sendo uma área de estudo que tem por objectivo estudar a evolução dos processos psicológicos ao longo do tempo, contribui sobremaneira para o trabalho dos técnicos de educação.
Deste modo, importa primeiramente conduzir o aluno ao desenvolvimento das suas capacidades de auto-monitorização e motivação, para que este possa regular a sua própria aprendizagem, criar os seus próprios métodos de estudo e controlar de forma autonoma e positiva os seus maiores obstáculos.
Importa, pois, que os alunos sejam capazes de assumir uma perspectiva construtivista / interaccionista por oposição a uma passividade inerente a uma actuação inactiva. Para tal, confluem os esforços conjuntos e interrelacionais entre professor e aluno, numa procura de estratégias que melhor sirvam o sucesso da aprendizagem.
É através da metacognição, ou seja, do conhecimento sobre os métodos que melhor se adequam à aquisição de competências, que os alunos conseguem atingir os conhecimentos sobre os seus próprios métodos cognitivos, tomando consciência dos mesmos e controlando os seus processos mentais.
Deste modo, importa primeiramente conduzir o aluno ao desenvolvimento das suas capacidades de auto-monitorização e motivação, para que este possa regular a sua própria aprendizagem, criar os seus próprios métodos de estudo e controlar de forma autonoma e positiva os seus maiores obstáculos.
Importa, pois, que os alunos sejam capazes de assumir uma perspectiva construtivista / interaccionista por oposição a uma passividade inerente a uma actuação inactiva. Para tal, confluem os esforços conjuntos e interrelacionais entre professor e aluno, numa procura de estratégias que melhor sirvam o sucesso da aprendizagem.
É através da metacognição, ou seja, do conhecimento sobre os métodos que melhor se adequam à aquisição de competências, que os alunos conseguem atingir os conhecimentos sobre os seus próprios métodos cognitivos, tomando consciência dos mesmos e controlando os seus processos mentais.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lusofonia
Este é um espaço dedicado à lusofonia.
Apesar das diferenças sociais, geográficas, político e económicas que se verificam nos diferentes países lusófonos, impõe-se pensar numa lusofonia abrangente e planeada de modo a criar estruturas condizentes com as diferentes comunidades. O entrosamento é viável, compete a todos nós, sujeitos falantes, o empenho por uma lusofonia sustentável.
Apesar das diferenças sociais, geográficas, político e económicas que se verificam nos diferentes países lusófonos, impõe-se pensar numa lusofonia abrangente e planeada de modo a criar estruturas condizentes com as diferentes comunidades. O entrosamento é viável, compete a todos nós, sujeitos falantes, o empenho por uma lusofonia sustentável.
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